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1. O QUE É
Lupi: O reator biológico ideal para pequenas comunidades
O Lupi é um Reator Biológico de Contato desenvolvido pela Nexus especificamente para atender pequenas comunidades, condomínios, loteamentos e indústrias de pequeno porte com vazões de até 20 L/s (equivalente a aproximadamente 1.500 habitantes). Representa uma solução inteligente que equilibra eficiência técnica, simplicidade operacional e viabilidade econômica.
Performance adaptada à realidade de pequenas comunidades
O desenvolvimento do Lupi nasceu da identificação de uma lacuna crítica no mercado brasileiro: pequenas comunidades enfrentam os mesmos desafios de tratamento de efluentes que grandes cidades, mas não têm acesso a soluções tecnicamente adequadas e economicamente viáveis. As alternativas disponíveis frequentemente exigem investimentos desproporcionais, equipes operacionais especializadas ou apresentam performance insatisfatória.
O Lupi foi concebido para preencher essa lacuna. Com design compacto que ocupa até 50% menos área que sistemas convencionais de lodos ativados de mesma capacidade, o Lupi permite implantação mesmo em terrenos com restrições de espaço. A modularidade garante que o sistema possa ser dimensionado precisamente para a demanda específica, evitando superdimensionamentos que encarecem investimento inicial e operação.
A tecnologia de biofilme fixo utilizada no Lupi oferece vantagens decisivas para aplicações de pequeno porte: operação muito mais simples que lodos ativados (não requer controle rigoroso de reciclo de lodo), maior estabilidade frente a variações de carga (típicas de pequenas comunidades), menor geração de lodo excedente (reduzindo custos de destinação), e capacidade de operar com interrupções temporárias (finais de semana, feriados) sem perda significativa de eficiência.
Engenharia focada em simplicidade e eficiência
Construído com estrutura em PRFV (Plástico Reforçado com Fibra de Vidro) ou aço com tratamento anticorrosivo, o Lupi garante durabilidade superior a 20 anos mesmo em condições adversas. O meio suporte interno de alta área específica (similar à tecnologia Flux 660) proporciona elevada concentração de biomassa ativa em volume reduzido.
O sistema de aeração otimizado garante oxigenação adequada com consumo energético minimizado — crítico para viabilidade econômica de sistemas de pequeno porte. Painéis de controle simples (ou automatizados conforme necessidade do cliente) permitem operação por pessoal sem alta especialização técnica.
O resultado é uma estação de tratamento que entrega efluente tratado em conformidade com legislações ambientais (CONAMA 430/2011 e resoluções estaduais), com custos operacionais compatíveis com a realidade de pequenas comunidades, e confiabilidade operacional que não depende de intervenções técnicas frequentes.
2. DIFERENCIAIS
Por que o Lupi é a solução ideal para pequenas vazões
O Lupi não é simplesmente uma versão reduzida de sistemas para grandes vazões — foi desenvolvido desde o princípio considerando as necessidades e limitações específicas de pequenas aplicações.
Dimensionamento Preciso para Pequenas Vazões
Sistemas convencionais frequentemente têm capacidade mínima de projeto elevada (> 50 L/s), forçando comunidades menores a superdimensionarem seus sistemas — pagando mais na implantação e operando com eficiência sub-ótima. O Lupi foi projetado especificamente para a faixa de 5 a 20 L/s, garantindo que cada módulo opere em sua faixa ideal de eficiência.
A modularidade permite ajuste fino: comunidades com 500 habitantes não precisam instalar sistema para 1.500 habitantes "pensando no futuro". Podem instalar um módulo adequado à demanda atual e, se crescimento ocorrer, adicionar módulos adicionais. Isso otimiza investimento inicial (crítico para pequenas comunidades com orçamentos limitados) e garante operação sempre na faixa de máxima eficiência.
Operação Simplificada e Autônoma
Pequenas comunidades raramente têm acesso a operadores com formação em engenharia sanitária. O Lupi foi desenvolvido para operação por pessoal com treinamento básico. As rotinas operacionais são simples e bem definidas: inspeção visual periódica, verificação de funcionamento de equipamentos, controle de lodo excedente.
Sistemas de alarme (em versões com automação) alertam para condições anormais antes que se tornem problemas críticos. Manuais operacionais em linguagem clara, com ilustrações e vídeos, facilitam treinamento e consulta.
A tecnologia de biofilme fixo é intrinsecamente mais estável que lodos ativados: se operação for interrompida por algumas horas ou dias (falta de energia, problemas mecânicos), o biofilme permanece aderido ao meio suporte e recupera rapidamente capacidade de tratamento quando condições normais são restauradas. Em lodos ativados, paradas podem resultar em perda total da biomassa e necessidade de reinoculação (processo demorado e complexo).
Baixo Custo Operacional
Para pequenas comunidades, custo operacional não pode ser negligenciado — frequentemente determina viabilidade de longo prazo do sistema. O Lupi foi otimizado para minimizar custos:
Energia elétrica: Sistema de aeração eficiente consome 0,4-0,6 kWh/m³ tratado — 30-40% menos que lodos ativados convencionais. Para sistema de 10 L/s operando 24h/dia, isso representa economia de milhares de reais anuais.
Produtos químicos: Tratamento é essencialmente biológico, com consumo mínimo de produtos químicos (eventualmente cal ou alcalinizante para ajuste de pH, desinfetante final). Diferente de processos físico-químicos que demandam dosagens contínuas de coagulantes e floculantes.
Geração de lodo: Sistemas de biofilme geram 30-50% menos lodo excedente que lodos ativados. Menos lodo = menos custos de desaguamento, transporte e destinação. Para pequenas comunidades sem infraestrutura de tratamento de lodo, essa redução é especialmente valiosa.
Manutenção: Poucos equipamentos mecânicos (basicamente sopradores, bombas de recirculação). Componentes são robustos e de fácil acesso para manutenção preventiva. Menor probabilidade de paradas não-programadas.
Compacidade e Facilidade de Instalação
Ocupando área 40-50% menor que sistemas convencionais equivalentes, o Lupi viabiliza projetos em terrenos com restrições de espaço — comum em áreas urbanas ou em comunidades já estabelecidas.
A modularidade permite instalação por etapas conforme recursos ficam disponíveis (importante para municípios com restrições orçamentárias que precisam implementar saneamento gradualmente).
Fundações são simplificadas (não requer grandes escavações ou estruturas de concreto armado complexas). Instalação pode ser concluída em 6-12 semanas da mobilização ao comissionamento — muito mais rápido que construção de ETE convencional em concreto (6-18 meses).
Robustez e Confiabilidade
Pequenas comunidades não podem se dar ao luxo de sistemas que falham frequentemente ou requerem assistência técnica especializada constante. O Lupi foi desenvolvido para confiabilidade:
Estrutura em PRFV ou aço tratado resiste a condições adversas (intempéries, variações térmicas, eventual exposição a compostos agressivos no efluente).
Meio suporte interno é permanente — não deteriora, não requer substituição (vida útil > 20 anos).
Biofilme é resistente a variações de carga e temperatura — sistema não "quebra" facilmente.
Redundância em equipamentos críticos (quando justificável) garante que falha de um componente não paralise tratamento completamente.
Adequado para Efluentes Domésticos e Industriais Leves
Embora desenvolvido primariamente para esgoto doméstico, o Lupi também trata efluentes industriais de carga orgânica leve a média (restaurantes, hotéis, pequenas agroindústrias, laticínios de pequeno porte). Essa versatilidade expande aplicabilidade do sistema.
3. TECNOLOGIA
A ciência dos reatores biológicos de contato
A tecnologia do Lupi baseia-se em princípios consolidados de tratamento biológico aeróbio com biofilme, otimizados para aplicação em pequenas vazões.
Princípio do Tratamento por Biofilme Fixo
Reatores Biológicos de Contato utilizam meio suporte fixo sobre o qual cresce biofilme microbiano. Efluente flui através ou ao redor desse meio suporte, e microrganismos no biofilme degradam contaminantes.
Diferenças fundamentais comparado a lodos ativados:
Em lodos ativados: Microrganismos ficam em suspensão livre no líquido. Sistema requer recirculação contínua de lodo para manter concentração adequada de biomassa no reator. Qualquer problema na sedimentação ou no reciclo compromete tratamento.
Em reatores de biofilme: Microrganismos ficam aderidos a superfícies sólidas (meio suporte). Não dependem de reciclo — biofilme permanece no reator independentemente de condições de sedimentação. Sistema é intrinsecamente mais simples e robusto.
Design do Reator Lupi
O Lupi consiste em tanque cilíndrico ou retangular preenchido com meio suporte de alta área específica (tipicamente 300-500 m²/m³). Efluente pré-tratado (após gradeamento e caixa de areia) entra na base do reator e flui para cima através do meio suporte (fluxo ascendente) ou pode ser configurado para fluxo descendente conforme características do efluente.
Ar é injetado na base do reator através de difusores. Bolhas de ar ascendentes servem dupla função:
Fornecimento de oxigênio: Microrganismos aeróbios no biofilme requerem oxigênio para degradar matéria orgânica. Oxigênio transfere-se do ar para o líquido e do líquido para dentro do biofilme.
Mistura: Movimento ascendente de bolhas promove circulação do líquido, garantindo distribuição uniforme de efluente e oxigênio, e carregando sólidos em suspensão para fora do reator.
Biofilme desenvolve-se nas superfícies do meio suporte. Espessura de equilíbrio (1-3 mm tipicamente) estabelece-se naturalmente: crescimento de microrganismos balanceia-se com desprendimento de biomassa excedente devido ao cisalhamento causado pelo fluxo de líquido e ar.
Meio Suporte Utilizado
O Lupi utiliza meio suporte especialmente desenvolvido para máxima eficiência em aplicações de pequeno porte. Características:
Material: PEAD (polietileno de alta densidade) ou PP (polipropileno), resistentes a condições agressivas, com vida útil > 20 anos.
Formato: Elementos tubulares, em favo de mel, ou anéis plásticos, otimizados para elevada área específica e facilidade de colonização por biofilme.
Área específica: 300-500 m²/m³, garantindo concentração elevada de biomassa em volume compacto.
Densidade: Ligeiramente inferior à água, permitindo que meio suporte fique em suspensão ou semi-submerso com aeração adequada.
Estrutura aberta: Permite fluxo livre de líquido e ar, minimizando colmatação (entupimento).
Etapas do Processo de Tratamento
1. Pré-tratamento:
Antes de entrar no reator biológico, efluente passa por:
Grade mecanizada ou manual: Remove sólidos grosseiros (trapos, plásticos, galhos) que poderiam entupir sistema ou danificar equipamentos.
Caixa de areia: Remove areia e sólidos densos que poderiam acumular no fundo do reator.
Caixa de gordura (quando necessário): Remove gorduras e óleos que poderiam formar camada superficial e inibir transferência de oxigênio.
2. Reator Biológico de Contato (coração do sistema):
Efluente pré-tratado entra no reator. Microrganismos no biofilme aderido ao meio suporte degradam matéria orgânica:
Matéria Orgânica + O₂ + Microrganismos → CO₂ + H₂O + Biomassa
Tempo de detenção hidráulica no reator: 4-8 horas conforme carga orgânica afluente.
Concentração de biomassa ativa no reator: 10-20 g/L (equivalente em sólidos suspensos voláteis) — muito superior a sistemas de lodos ativados convencionais (2-4 g/L).
Essa elevada concentração de biomassa permite tratar carga orgânica mais elevada em volume menor, resultando em sistema compacto.
3. Sedimentação (Decantador):
Efluente do reator biológico contém sólidos em suspensão (biomassa que se desprendeu do biofilme, partículas não degradadas). Passa para decantador onde sólidos sedimentam por gravidade.
Decantador pode ser:
Convencional: Tanque cilíndrico ou retangular com tempo de detenção suficiente para sedimentação.
Lamelar: Utiliza placas inclinadas que aumentam área efetiva de sedimentação, permitindo decantador mais compacto.
Lodo sedimentado é removido periodicamente (manualmente ou automaticamente) e destinado para desaguamento ou destinação final.
Efluente clarificado (sobrenadante) segue para desinfecção.
4. Desinfecção:
Etapa final para inativação de microrganismos patogênicos. Opções:
Cloração: Dosagem de hipoclorito de sódio (água sanitária) ou cloro gasoso. Simples e econômico.
UV: Lâmpadas ultravioleta inativam microrganismos sem adicionar químicos. Mais caro mas não gera subprodutos.
Ozonização: Uso de ozônio. Altamente eficaz mas requer equipamento especializado.
Para Lupi, cloração é tipicamente escolha mais adequada por simplicidade e custo.
Após desinfecção, efluente está pronto para lançamento em corpo receptor ou infiltração no solo, em conformidade com padrões legais.
Automação e Controle
O Lupi pode ser fornecido em diferentes níveis de automação:
Nível básico: Painel elétrico simples com botoeiras para ligar/desligar equipamentos. Operação manual.
Nível intermediário: CLP (Controlador Lógico Programável) com IHM (Interface Homem-Máquina - tela touchscreen). Automação de partida/parada de sopradores, bombas. Alarmes para falhas. Operação semi-automática.
Nível avançado: Sistema SCADA com telemetria. Monitoramento remoto via internet/celular. Ajustes automáticos de aeração conforme demanda de oxigênio. Relatórios automáticos. Ideal para sistemas múltiplos ou em locais remotos.
Nível de automação é definido conforme necessidades e orçamento do cliente.
Eficiência Energética
Para pequenas comunidades, custo de energia é consideração crítica. O Lupi foi otimizado para eficiência energética:
Aeração eficiente: Difusores de bolha fina ou média com elevada eficiência de transferência de oxigênio (2-4 kg O₂/kWh). Sopradores de alto rendimento (eficiência > 80%).
Vazão de ar otimizada: Sistema projetado para fornecer apenas oxigênio necessário para tratamento (nem mais, nem menos). Sobre-aeração desperdiça energia sem ganho em eficiência.
Recirculação minimizada: Diferente de lodos ativados convencionais que requerem recirculação contínua de lodo (consumindo energia para bombeamento), o Lupi minimiza necessidade de recirculação.
Consumo energético típico: 0,4-0,6 kWh/m³ tratado — comparável ou inferior a sistemas convencionais.
4. APLICAÇÕES
Onde o Lupi faz a diferença
A versatilidade e o dimensionamento específico para pequenas vazões tornam o Lupi ideal para diversos contextos.
Pequenos Municípios e Distritos Rurais
Municípios com população de 500 a 1.500 habitantes (correspondente a vazões de 5 a 20 L/s) frequentemente carecem de soluções tecnicamente adequadas e economicamente viáveis. Alternativas tradicionais:
Lagoas de estabilização: Requerem área muito grande (frequentemente inviável), tempos de detenção longos, e performance sensível a variações climáticas.
Fossas sépticas seguidas de filtros: Adequadas para edificações individuais mas não para sistemas semicoletivos ou coletivos.
Lodos ativados convencionais: Complexidade operacional excessiva para pequenas comunidades, custos operacionais elevados.
O Lupi preenche essa lacuna: eficiência comparável a lodos ativados, operação simplificada similar a sistemas anaeróbios, footprint reduzido, custos compatíveis com orçamentos municipais limitados.
Aplicações específicas:
Sedes distritais: Distritos afastados da sede municipal que precisam de tratamento local.
Comunidades rurais: Vilas, povoados, assentamentos rurais.
Bairros periféricos: Áreas urbanas ainda não conectadas à rede coletora central que necessitam tratamento descentralizado temporário ou permanente.
Condomínios Residenciais
Condomínios horizontais ou verticais com 100 a 500 unidades habitacionais geram vazão de efluente na faixa ideal para o Lupi. Vantagens para condomínios:
Independência: Não dependem de infraestrutura pública de coleta e tratamento (que pode ser inexistente ou sobrecarregada).
Qualidade garantida: Tratamento no local garante controle sobre qualidade do efluente lançado.
Possibilidade de reúso: Efluente tratado pode ser reutilizado para irrigação de áreas verdes, lavagem de áreas comuns — reduzindo consumo de água potável e custos condominiais.
Valorização do empreendimento: Tratamento adequado de efluentes é diferencial em marketing e agrega valor ao imóvel.
O Lupi, com instalação rápida e operação simples, é alternativa superior a estações de tratamento compactas de tecnologia duvidosa ou a fossas sépticas coletivas (que frequentemente apresentam problemas).
Loteamentos
Loteamentos em fase de implantação ou já consolidados sem coleta pública de esgoto beneficiam-se do Lupi:
Tratamento centralizado para o loteamento: Alternativa superior a fossas sépticas individuais (que podem contaminar lençol freático, especialmente em loteamentos com lotes pequenos e alta densidade).
Conformidade legal: Licenciamento ambiental de loteamentos frequentemente exige tratamento adequado de efluentes. Lupi atende requisitos técnicos e legais.
Responsabilidade clara: Loteadora ou associação de moradores opera sistema central, garantindo tratamento adequado para toda comunidade.
Indústrias de Pequeno Porte
Indústrias com efluentes de características similares a esgoto doméstico ou com carga orgânica leve a média:
Restaurantes e hotéis: Efluentes de cozinhas, refeitórios, banheiros. Após remoção de gorduras (caixa de gordura), tratamento no Lupi.
Laticínios de pequeno porte: Efluentes de lavagem de equipamentos, pisos. Carga orgânica elevada (DBO 1.000-3.000 mg/L) mas biodegradável. Lupi, dimensionado adequadamente, trata eficientemente.
Pequenas agroindústrias: Processamento de frutas, vegetais, carnes (pequena escala). Efluentes com matéria orgânica biodegradável.
Indústrias têxteis pequenas: Efluentes de tingimento e lavagem (após tratamento físico-químico para remoção de cor, se necessário).
Para indústrias, Lupi oferece:
Conformidade ambiental: Atende padrões de lançamento (CONAMA 430 e resoluções estaduais).
Evita multas e interdições: Tratamento inadequado pode resultar em penalidades severas.
Possibilidade de reúso: Efluente tratado pode ser reutilizado em processos industriais menos nobres, reduzindo captação de água.
Instituições (Escolas, Hospitais de Pequeno Porte, Quartéis)
Instituições em áreas sem coleta pública ou que geram efluentes com características específicas:
Escolas rurais: Centros educacionais em zonas rurais que necessitam tratamento local.
Postos de saúde: Unidades básicas de saúde que geram efluentes sanitários.
Quartéis e bases militares: Instalações militares frequentemente localizadas em áreas afastadas de centros urbanos.
O Lupi oferece solução confiável e de fácil operação para essas instituições.
5. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Dados técnicos completos para especificadores e engenheiros
As especificações técnicas detalhadas do Lupi demonstram o rigor de engenharia aplicado em seu desenvolvimento.
Componentes Principais
Sistema de pré-tratamento:
Grade mecanizada ou manual
Caixa de areia
Caixa de gordura (quando necessário)
Reator biológico:
Tanque com meio suporte
Sistema de aeração
Sopradores de ar
Tubulações e válvulas
Decantador:
Tanque de sedimentação
Sistema de remoção de lodo
Calha de coleta de efluente
Sistema de desinfecção:
Tanque de contato
Dosador de cloro (ou sistema UV)
Painel elétrico:
Quadro de comando
Proteções elétricas
Automação (conforme nível contratado)
Requisitos de Instalação
Fundações:
Concreto armado para suporte dos tanques
Projeto estrutural incluído no fornecimento
Energia elétrica:
Alimentação trifásica 220/380V
Potência conforme módulo escolhido
Acesso:
Estrada para transporte dos módulos
Espaço para montagem com guindaste
Garantia
6. COMO O LUPI FUNCIONA
O processo de tratamento passo a passo
Compreender o funcionamento do Lupi ajuda a valorizar a engenharia por trás dessa solução eficiente e robusta.
A Jornada do Efluente
Chegada e pré-tratamento:
Efluente bruto gerado nas residências/indústrias chega à estação através de rede coletora por gravidade ou recalque (bombeamento).
Primeira parada: grade. Barras metálicas espaçadas (15-25 mm) retêm sólidos grosseiros — objetos que não deveriam estar no esgoto mas inevitavelmente aparecem: trapos, absorventes, preservativos, galhos, plásticos. Esses materiais são removidos manualmente (grades manuais) ou mecanicamente (grades automatizadas) e descartados adequadamente.
Segunda parada: caixa de areia. Velocidade do fluxo é controlada (tipicamente 0,3 m/s) para permitir sedimentação de partículas densas (areia, pedriscos) mas não de matéria orgânica. Areia acumula-se no fundo e é removida periodicamente. Por que remover areia? Areia é abrasiva — danificaria bombas, válvulas, equipamentos mecânicos. E ocuparia espaço útil nos reatores sem contribuir para tratamento.
Se efluente tem gorduras significativas (de cozinhas, restaurantes): caixa de gordura. Gordura, menos densa que água, flota e é retida. Importante porque gordura forma camadas superficiais que impedem transferência de oxigênio no reator biológico.
Tratamento Biológico — O Coração do Lupi
Efluente pré-tratado (agora livre de sólidos grosseiros, areia, gorduras) entra no reator biológico de contato.
Interior do reator: Preenchido com meio suporte — milhares de elementos plásticos com geometria otimizada para crescimento de biofilme. Superfície total desse meio suporte: dezenas de milhares de metros quadrados em poucos metros cúbicos de volume (área específica 300-500 m²/m³).
O biofilme: Nas superfícies do meio suporte cresce biofilme — comunidade de microrganismos (principalmente bactérias) embebidos em matriz gelatinosa que eles mesmos produzem. Esses microrganismos são os verdadeiros "trabalhadores" do tratamento — eles degradam contaminantes.
Fluxo e aeração: Efluente flui através do reator (tipicamente fluxo ascendente — entra embaixo, sai em cima). Simultaneamente, ar é injetado na base através de difusores. Bolhas de ar ascendem, promovendo dois efeitos:
Transferência de oxigênio: Oxigênio do ar dissolve-se na água. Microrganismos no biofilme consomem esse oxigênio para "respirar" — usam oxigênio para oxidar matéria orgânica, extraindo energia que usam para crescer e se reproduzir.
Mistura: Movimento das bolhas cria correntes de circulação que distribuem uniformemente efluente e oxigênio, e carregam biomassa desprendida para fora do reator.
O que acontece no biofilme:
Imagine as camadas do biofilme como andares de um edifício:
Térreo (superfície do meio suporte): Microrganismos crescem lentamente, protegidos, aderidos firmemente.
Andares intermediários: Microrganismos ativos, recebendo nutrientes do efluente e oxigênio que difunde do líquido.
Cobertura (superfície externa do biofilme): Microrganismos em contato direto com efluente, alta atividade metabólica.
Matéria orgânica do efluente difunde para dentro do biofilme. Microrganismos degradam: carboidratos → ácidos → CO₂ + H₂O. Proteínas → aminoácidos → amônia → nitrato (em zonas aeróbias). Lipídeos → ácidos graxos → CO₂ + H₂O.
Resultado: DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio — medida de matéria orgânica) diminui drasticamente. Efluente que entrou com 300 mg/L de DBO sai do reator com 20-30 mg/L — remoção > 90%.
Controle natural da espessura do biofilme:
Biofilme cresce continuamente (microrganismos se reproduzem). Mas não cresce indefinidamente. Cisalhamento causado pelo fluxo de líquido e bolhas de ar desprende camadas externas do biofilme quando ficam muito espessas ou envelhecidas.
Esse desprendimento é benéfico: mantém biofilme jovem, ativo, eficiente. Remove biomassa excedente do sistema.
Biomassa desprendida (sólidos em suspensão) sai do reator junto com efluente tratado. Precisa ser removida antes de lançamento — função do decantador.
Sedimentação — Clarificação do Efluente
Efluente do reator biológico contém sólidos em suspensão (biomassa desprendida, partículas não degradadas). Flui para decantador.
Decantador é tanque onde efluente fica em repouso (baixa velocidade de fluxo). Sólidos, mais densos que água, sedimentam por gravidade, acumulando-se no fundo como lodo.
Efluente clarificado (límpido, transparente) flui pela parte superior — sobrenadante — e segue para desinfecção.
Lodo acumulado: Periodicamente (semanalmente a quinzenalmente conforme carga), lodo do fundo é removido. Pode ser bombeado para:
Leitos de secagem: Áreas cercadas com fundo drenante onde lodo é espalhado. Água drena e evapora, lodo seca. Após semanas, lodo seco pode ser removido e destinado.
Bags geotêxteis: Sacos de tecido filtrante. Lodo é bombeado para dentro, água drena através do tecido, lodo desaguado fica retido.
Transporte para ETE maior: Em alguns casos, lodo é transportado por caminhão limpa-fossa para estação de maior porte com infraestrutura de tratamento de lodo.
Desinfecção — Barreira Final
Embora tratamento biológico remova grande parte dos microrganismos patogênicos, alguns permanecem. Padrões de lançamento e de reúso exigem desinfecção.
Cloração (método mais comum no Lupi):
Efluente clarificado flui para tanque de contato. Hipoclorito de sódio (água sanitária) ou cloro gasoso é dosado. Concentração: 1-3 mg/L de cloro residual.
Tempo de contato: mínimo 30 minutos (tanque dimensionado para isso).
Cloro oxida membranas celulares de bactérias, vírus, protozoários, inativando-os. Após contato, efluente contém cloro residual que mantém proteção contra recontaminação.
Efluente desinfectado está pronto para lançamento em corpo receptor (rio, córrego) ou infiltração no solo, atendendo padrões legais.
Monitoramento e Controle
Operação diária:
Operador realiza inspeção visual:
Verifica funcionamento de sopradores (estão ligados? Ruídos anormais?)
Observa nível de efluente nos tanques (sem transbordamentos?)
Verifica formação de espuma excessiva (pode indicar problemas)
Coleta amostra de efluente tratado para análise visual (cor, turbidez, odor)
Análises laboratoriais:
Periodicamente (semanal, quinzenal ou mensal conforme regulamento):
DBO do efluente tratado
SST (Sólidos Suspensos Totais)
pH
Coliformes termotolerantes
Outros parâmetros conforme exigência do órgão ambiental
Análises confirmam que sistema está operando adequadamente e efluente atende padrões.
Ajustes operacionais:
Conforme resultados das análises e observações, operador faz ajustes:
Aumenta/diminui vazão de ar (se efluente tem DBO elevada = mais ar; se OK = pode economizar ar)
Ajusta dose de cloro (se coliformes elevados = aumenta dose)
Remove lodo do decantador (se espessura excessiva = remove)
Em sistemas com automação, muitos ajustes são feitos automaticamente por CLP baseado em sensores.
7. SUPORTE TÉCNICO E PARCERIAS
Parceria completa da implantação à operação
A Nexus fornece suporte abrangente para garantir sucesso do projeto Lupi desde concepção até operação de longo prazo.
Suporte em Projeto e Dimensionamento
Pré-projeto:
Visita técnica ao local para avaliação de condições (topografia, solo, acesso)
Caracterização do efluente (vazão, carga orgânica, variações)
Discussão de objetivos e restrições do cliente
Proposta técnica preliminar com dimensionamento, arranjo geral, estimativa de custos
Projeto executivo:
Memorial descritivo detalhado do sistema
Memorial de cálculo de dimensionamento
Desenhos de arranjo geral, cortes, elevações
Projeto estrutural (fundações)
Projeto elétrico
Especificações técnicas de todos equipamentos
Manual de operação e manutenção
Projetos assinados por engenheiro responsável com ART/RRT para licenciamento.
Fabricação e Fornecimento
Fabricação controlada:
Tanques fabricados em ambiente industrial sob controle de qualidade
Inspeção de materiais e componentes
Testes de estanqueidade
Documentação (certificados, laudos)
Logística:
Transporte dos módulos até local de instalação
Coordenação com cliente para preparação do local
Instalação e Comissionamento
Supervisão de montagem:
Equipe técnica Nexus supervisiona instalação
Coordenação de instaladores e fornecedores
Verificação de conformidade com projeto
Comissionamento:
Testes hidráulicos de todos os tanques e tubulações
Testes de funcionamento de todos equipamentos
Inoculação do reator biológico (adição de lodo ativado ou efluente tratado como fonte de microrganismos)
Acompanhamento do start-up até sistema atingir performance plena
Ajustes operacionais iniciais
Treinamento de Operadores
Treinamento teórico:
Fundamentos de tratamento biológico
Funcionamento de cada etapa do Lupi
Parâmetros de controle operacional
Procedimentos de segurança
Treinamento prático:
Operação de equipamentos
Rotinas de inspeção e manutenção
Análises laboratoriais básicas
Troubleshooting de problemas comuns
Material didático:
Manual de operação e manutenção ilustrado
Vídeos de procedimentos
Certificados de treinamento
Assistência Técnica Pós-Venda
Suporte remoto:
Telefone/WhatsApp/email para dúvidas operacionais
Análise de dados operacionais e recomendações
Visitas técnicas:
Visitas periódicas para avaliação de performance (conforme contrato)
Suporte para troubleshooting de problemas
Fornecimento de peças de reposição:
Difusores de ar
Membranas de sopradores
Instrumentação
Outros componentes
Contratos de Manutenção
Para clientes que preferem terceirizar manutenção:
Contratos anuais de manutenção preventiva e corretiva
Visitas programadas
Fornecimento de peças incluído
Garantia de disponibilidade do sistema
8. GARANTIA E COMPROMISSO
Qualidade assegurada por garantias sólidas
A Nexus oferece garantias abrangentes que refletem confiança na qualidade do Lupi.
Garantia Estrutural de 5 Anos
Garantimos a integridade estrutural dos tanques (reator, decantador) contra:
Vazamentos devido a defeitos de fabricação
Deterioração prematura de materiais
Falhas estruturais sob condições normais de operação
Garantia de Equipamentos de 12 Meses
Equipamentos eletromecânicos (sopradores, bombas, painéis) têm garantia de 12 meses contra defeitos de fabricação e funcionamento inadequado.
Garantia do Meio Suporte de 10 Anos
O meio suporte interno do reator tem garantia de 10 anos contra:
Degradação prematura
Deterioração que comprometa área específica
Fratura ou desintegração em condições normais
O que NÃO está coberto
Exclusões comuns de garantia:
Danos por operação inadequada ou falta de manutenção
Danos por eventos externos (inundações, vandalismo, acidentes)
Desgaste natural de componentes consumíveis (difusores após uso prolongado, selos mecânicos)
Modificações não autorizadas
Acionamento de Garantia
Processo simplificado:
Cliente reporta problema
Nexus analisa (remotamente ou com visita)
Se coberto por garantia, providenciamos reparo ou substituição sem custo
Prazo de atendimento: 48h para emergências, 7 dias para não-emergências
Compromisso de Performance
Embora não fornecemos garantia legal de performance (devido a variáveis operacionais fora de nosso controle), comprometemo-nos a:
Dimensionar sistema adequadamente conforme dados fornecidos
Fornecer sistema capaz de atingir eficiências especificadas quando operado corretamente
Fornecer suporte técnico para otimização de performance
Investigar e auxiliar na resolução de problemas de performance
Melhoria Contínua
A Nexus investe continuamente em:
Otimização de processos e design
Testes com diferentes tipos de efluentes
Desenvolvimento de componentes mais eficientes
Redução de custos operacionais
Clientes beneficiam-se dessas melhorias em futuras expansões ou retrofits.