Meio Suporte para Reatores Biológicos

Meio Suporte para Reatores Biológicos

Flux 660 - Biomídias para Reatores

Flux 660 - Biomídias para Reatores

Flux 660 - Biomídias para Reatores

Flux 660: meio suporte de alta performance com 660 m²/m³ de área específica protegida para reatores MBBR, IFAS e BAS. Maior capacidade de tratamento, vida útil de 20 anos e custo operacional reduzido.

Flux 660: meio suporte de alta performance com 660 m²/m³ de área específica protegida para reatores MBBR, IFAS e BAS. Maior capacidade de tratamento, vida útil de 20 anos e custo operacional reduzido.

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Nessa página:

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1. O QUE É

Flux 660: A biomídia que redefine performance em tratamento biológico

A Flux 660 é um meio suporte desenvolvido pela Nexus para aplicação em reatores biológicos de biofilme móvel (MBBR), sistemas integrados de biofilme e lodo ativado (IFAS) e biofiltros aerados submersos (BAS). Representa uma evolução significativa nas tecnologias de tratamento de efluentes, combinando ciência de materiais, engenharia de processos e design inteligente para entregar performance excepcional.

Performance que supera o mercado tradicional

O desenvolvimento da Flux 660 nasceu de uma análise profunda dos desafios enfrentados por operadores de sistemas de tratamento biológico no Brasil e no mundo. Identificamos limitações recorrentes nas biomídias disponíveis no mercado: área específica insuficiente que exige volumes reacionais maiores, materiais de qualidade inferior que resultam em fraturas prematuras, hidrodinâmica inadequada que demanda consumo excessivo de energia para aeração, e capacidade limitada de adesão de biomassa que compromete a eficiência do tratamento.

A Flux 660 foi concebida para superar cada uma dessas limitações. Com 660 m²/m³ de área específica protegida — entre as mais elevadas do mercado global — a Flux 660 permite maior capacidade de tratamento em volumes reacionais significativamente menores. Isso se traduz em economia direta na construção de novas estações de tratamento e em possibilidade de aumentar a capacidade de estações existentes sem necessidade de expansão física da infraestrutura.

Engenharia de materiais que faz a diferença

Produzida exclusivamente em polietileno de alta densidade (PEAD) virgem, não reciclado, a Flux 660 garante propriedades físicas, químicas e mecânicas homogêneas e superiores. O processo de fabricação por extrusão — diferente de processos por injeção — permite paredes mais espessas (0,4 mm) que conferem resistência mecânica excepcional, reduzindo drasticamente o risco de fraturas mesmo em condições operacionais adversas.

O material virgem oferece vantagens mensuráveis: maior resistência química a variações de pH e presença de compostos agressivos em efluentes industriais, maior proteção contra degradação por raios ultravioleta para sistemas expostos, e curiosamente, maior capacidade de adesão de biomassa devido às características superficiais mais controladas do material novo.

O resultado é uma biomídia com vida útil média de 20 anos — podendo ser consideravelmente superior em sistemas bem operados — e garantia de 10 anos contra fratura, demonstrando nossa confiança na durabilidade do produto.

2. DIFERENCIAIS

Por que a Flux 660 é diferente de tudo no mercado

A Flux 660 não é apenas mais uma opção de biomídia — ela representa uma mudança de patamar em qualidade e performance para sistemas de tratamento biológico. Cada aspecto foi cuidadosamente desenvolvido para superar limitações das soluções convencionais.

Elevada Área Específica Protegida

A área específica protegida de 660 m²/m³ da Flux 660 está entre as mais elevadas disponíveis globalmente. Mas o que isso significa na prática? Significa mais superfície disponível para aderência de microrganismos, que são os verdadeiros "trabalhadores" do tratamento biológico. Mais área = mais biomassa ativa = maior capacidade de remover contaminantes.

E não se trata apenas de área total — é área protegida, localizada no interior da estrutura da mídia, protegida dos esforços de cisalhamento durante a mistura no reator. Isso permite que biofilmes mais espessos se desenvolvam sem serem arrancados, maximizando a eficiência. Em termos práticos, essa elevada área específica permite reduzir em até 30-40% o volume de reatores MBBR comparado ao uso de mídias convencionais, resultando em economias significativas de investimento em infraestrutura.

Material e Fabricação Superiores

A escolha por PEAD virgem não é apenas marketing — é decisão técnica baseada em performance. Mídias recicladas, embora mais baratas, apresentam propriedades heterogêneas: lotes diferentes podem ter resistências diferentes, comportamentos diferentes, durabilidades diferentes. Com material virgem, cada lote de Flux 660 tem propriedades idênticas e previsíveis.

O processo de extrusão, escolhido pela Nexus, permite fabricação em peça única (sem emendas que poderiam ser pontos fracos), paredes mais espessas e uniformes, e controle dimensional preciso. Mídias produzidas por injeção, em contraste, têm limitações de espessura de parede e frequentemente apresentam pontos de solda que podem falhar prematuramente.

A espessura de parede de 0,4 mm ± 0,1 mm da Flux 660 é significativamente superior à maioria das mídias concorrentes (tipicamente 0,2-0,3 mm). Essa diferença pode parecer pequena, mas em termos de resistência mecânica é substancial — estamos falando de 30-50% mais material, o que se traduz diretamente em maior resistência a impactos, abrasão e fadiga.

Hidrodinâmica Otimizada

Um desafio em sistemas MBBR é garantir que as biomídias circulem adequadamente no reator — se ficarem paradas ou segregadas, perdem eficiência. Ao mesmo tempo, a circulação consome energia (ar comprimido em sistemas aerados). A Flux 660 foi projetada com geometria que otimiza esse equilíbrio.

O formato cilíndrico com dimensões 16 mm de diâmetro x 10 mm de profundidade e a estrutura interna com múltiplas aletas asseguram que a mídia tenha densidade adequada (0,96-0,98 g/cm³, próxima à da água) para permanecer em suspensão com vazão mínima de ar, mas circule eficientemente quando aerada. Testes em sistemas reais demonstram redução de até 20-30% no consumo de ar comparado a mídias de design menos otimizado, traduzindo-se em economia operacional significativa ao longo dos anos.

Capacidade Superior de Adesão de Biomassa

A capacidade de uma mídia "segurar" biomassa depende não apenas da área, mas também das características superficiais do material. O PEAD virgem da Flux 660, com rugosidade superficial controlada resultante do processo de extrusão, oferece excelente balanço entre facilidade de colonização inicial pelos microrganismos e retenção de biofilme maduro.

Em testes comparativos realizados em escala piloto, a Flux 660 demonstrou colonização 15-25% mais rápida (tempo até atingir capacidade plena de tratamento) e capacidade de carregar 10-20% mais biomassa em equilíbrio que mídias concorrentes de área específica similar. Isso se traduz em maior eficiência de tratamento ou, alternativamente, possibilidade de tratar cargas mais elevadas com o mesmo volume de mídia.

Sistema Autolimpante e Baixa Manutenção

Em sistemas MBBR e IFAS, a Flux 660 é genuinamente autolimpante. O movimento constante das mídias umas contra as outras e contra as bolhas de ar cria atrito suficiente para controlar a espessura do biofilme, removendo automaticamente o excesso. Isso elimina a necessidade de intervenções manuais para limpeza das mídias — um benefício operacional significativo.

Em Biofiltros Aerados Submersos (BAS), onde as mídias ficam estáticas, a estrutura aberta da Flux 660 facilita a penetração de ar e água durante as retrolavagens periódicas, permitindo limpeza eficiente e minimizando risco de colmatação. A durabilidade do material assegura que milhares de ciclos de retrolavagem não degradem a mídia.

Versatilidade de Aplicações

A Flux 660 não é específica para um único tipo de efluente ou configuração de sistema. Sua robustez e performance a tornam adequada para:

  • Esgoto sanitário em estações municipais

  • Efluentes industriais de diversos setores (alimentos, bebidas, química, papel e celulose)

  • Sistemas de recirculação em aquicultura (RAS) para purificação de água

  • Retrofit de estações existentes de lodos ativados ou MBR

  • Novas instalações em sistemas MBBR, IFAS ou BAS

Essa versatilidade significa que expertise desenvolvida em um tipo de aplicação transfere-se para outros, e que a Nexus pode fornecer suporte técnico fundamentado em ampla base de experiência.

3. TECNOLOGIA

A ciência por trás da excelência em tratamento biológico

A tecnologia da Flux 660 representa a convergência entre ciência de materiais, microbiologia aplicada e engenharia de processos. Cada aspecto foi projetado com precisão para maximizar eficiência biológica.

Princípio dos Sistemas de Biofilme Móvel

Para compreender por que a Flux 660 é tão eficaz, é importante entender o princípio dos sistemas MBBR (Moving Bed Biofilm Reactors). Diferente dos sistemas convencionais de lodos ativados, onde os microrganismos ficam em suspensão livre no líquido, nos sistemas MBBR os microrganismos aderem à superfície das biomídias, formando um biofilme.

Esse biofilme é uma comunidade complexa de bactérias, protozoários e outros microrganismos embebidos em uma matriz de substâncias poliméricas extracelulares que eles mesmos produzem. Essa estrutura oferece vantagens significativas:

Maior concentração de biomassa: Em um sistema de lodos ativados, a concentração de microrganismos no reator é limitada (tipicamente 2-4 g/L de sólidos suspensos voláteis). Em um sistema MBBR, a biomassa no biofilme pode atingir concentrações de 40-60 g/L. Com mais microrganismos por volume de reator, consegue-se maior capacidade de tratamento.

Maior resistência a variações: Microrganismos imobilizados em biofilme são mais resistentes a choque tóxico, variações de carga, e flutuações de temperatura que microrganismos em suspensão livre. O biofilme oferece proteção física e microambientes que tamponeiam condições adversas.

Operação simplificada: Sistemas MBBR não requerem reciclo de lodo (que é necessário em lodos ativados para manter concentração adequada de microrganismos no reator). Isso simplifica operação e reduz consumo energético.

Design Otimizado da Flux 660

A geometria cilíndrica da Flux 660 não foi escolhida arbitrariamente — é resultado de otimização entre múltiplos fatores:

Dimensões (16 mm diâmetro x 10 mm profundidade): Pequeno o suficiente para alta densidade de mídias por volume (tipicamente 50-70% do volume útil do reator é preenchido com mídias), mas grande o suficiente para ser facilmente retida por peneiras e para permitir estrutura interna robusta.

Estrutura interna com múltiplas aletas: As aletas radiais que partem do cilindro central criam a área específica protegida onde o biofilme se desenvolve. A geometria permite que água e nutrientes penetrem facilmente (importante para alimentar os microrganismos no interior do biofilme), mas protege o biofilme do cisalhamento excessivo.

Densidade controlada (0,96-0,98 g/cm³): Levemente menos densa que água, permitindo que as mídias fiquem em suspensão com aeração mínima. Se fossem mais densas, sedimentariam; se fossem menos densas, flotariam — ambos cenários prejudiciais para eficiência.

Desenvolvimento e Dinâmica do Biofilme

Quando mídias Flux 660 virgens são introduzidas em um reator:

Fase 1 - Colonização inicial (dias 1-7): Microrganismos presentes no efluente começam a aderir às superfícies das mídias. Inicialmente, forma-se uma camada fina e irregular. Nesta fase, eficiência de tratamento é ainda limitada.

Fase 2 - Crescimento do biofilme (dias 7-21): O biofilme espessa progressivamente. Microrganismos já aderidos crescem e recrutam outros. A eficiência de tratamento aumenta rapidamente. O biofilme torna-se visível a olho nu — superfícies das mídias antes brancas tornam-se marrons/escuras.

Fase 3 - Equilíbrio dinâmico (após 21 dias): O biofilme atinge espessura de equilíbrio (tipicamente 1-3 mm dependendo das condições operacionais). Neste ponto, taxa de crescimento de microrganismos equilibra-se com taxa de desprendimento natural devido ao atrito entre mídias. O sistema está em plena capacidade.

Manter esse equilíbrio é crítico. Se o biofilme ficar muito espesso, camadas internas morrem por falta de oxigênio e nutrientes (limitação de difusão). Se ficar muito fino, perde-se capacidade de tratamento. A hidrodinâmica otimizada da Flux 660 promove controle natural da espessura de biofilme através do atrito, sem necessidade de intervenção operacional.

Processos Biológicos Suportados

A Flux 660 suporta diversos processos biológicos conforme configuração do sistema:

Remoção de matéria orgânica (DBO/DQO): Bactérias heterotróficas aeróbias utilizam oxigênio para oxidar matéria orgânica, convertendo-a em CO₂, água e biomassa. Esse é o processo básico de qualquer tratamento biológico aeróbio.

Nitrificação (remoção de nitrogênio amoniacal): Bactérias nitrificantes (Nitrosomonas e Nitrobacter) oxidam amônia (NH₃/NH₄⁺) a nitrito (NO₂⁻) e depois a nitrato (NO₃⁻). Esse processo requer condições aeróbias e pH adequado. É crítico para efluentes com elevada carga de nitrogênio.

Desnitrificação (remoção de nitrogênio total): Em zonas anóxicas (sem oxigênio, mas com nitrato), bactérias desnitrificantes convertem nitrato a nitrogênio gasoso (N₂), que escapa para atmosfera. Sistemas IFAS ou MBBR de múltiplos estágios podem combinar zonas aeróbias e anóxicas para nitrificação e desnitrificação sequenciais.

Remoção de fósforo: Embora a remoção biológica de fósforo em sistemas de biofilme seja limitada (comparada a sistemas de lodos ativados otimizados para isso), alguma remoção ocorre por assimilação na biomassa.

Material: PEAD Virgem e suas Propriedades

O polietileno de alta densidade (PEAD) virgem oferece características ideais para aplicação em biomídias:

Resistência química: PEAD é altamente resistente a ácidos, bases, solventes e compostos orgânicos. Isso é crítico para efluentes industriais que podem ter pH extremos (4-10) ou conter compostos agressivos.

Resistência mecânica: Elevada resistência à tração, impacto e abrasão. Suporta o atrito constante entre mídias sem degradação significativa.

Estabilidade térmica: Opera sem degradação em ampla faixa de temperatura (0-50°C típica de sistemas de tratamento). Não torna-se quebradiço no frio nem amolece no calor.

Inércia biológica: PEAD não libera substâncias tóxicas que poderiam inibir microrganismos. Não biodegrada (importante — queremos que a mídia seja permanente, não que seja consumida por bactérias).

Leveza: Densidade próxima à da água facilita suspensão e reduz consumo energético para mistura.

Processo de Fabricação por Extrusão

A extrusão é um processo contínuo onde PEAD é fundido, forçado através de uma matriz (die) que lhe dá a forma desejada, e então resfriado. Para a Flux 660:

Controle de qualidade: Processo contínuo permite monitoramento em tempo real de dimensões e espessuras. Qualquer desvio é imediatamente corrigido.

Ausência de linhas de solda: Ao contrário de processos por injeção (onde plástico fundido vem de múltiplas direções e se encontra, criando linhas de solda que são pontos fracos), extrusão cria peça contínua sem pontos fracos.

Propriedades uniformes: Todo o material passa pela mesma história térmica e mecânica, resultando em propriedades homogêneas.

Componentes Adicionais do Sistema

A Flux 660 é o coração do sistema MBBR/IFAS, mas não opera sozinha. Componentes adicionais essenciais incluem:

Peneiras de retenção de mídias: Instaladas nas saídas do reator para impedir que mídias escapem com o efluente tratado. Fabricadas em aço inoxidável AISI 304 ou 316L, com abertura de malha adequada (tipicamente 6-8 mm — menor que as mídias). Design para autolimpeza contínua (o fluxo de água impede colmatação).

Sistema de aeração: Difusores de bolha média instalados no fundo do reator para fornecer oxigênio aos microrganismos aeróbios e promover mistura das mídias. Configuração otimizada para distribuição uniforme de ar. Dimensionado para vazão específica que garante oxigênio dissolvido adequado (tipicamente > 2 mg/L) e mistura eficiente.

Pontes raspadoras (para sistemas com decantação): Em configurações IFAS que combinam biofilme móvel com lodos ativados, decantadores finais são necessários. Pontes raspadoras removem o lodo sedimentado. Cuidadosamente projetadas para não danificar eventuais mídias que possam ter escapado.

4. APLICAÇÕES

Onde a Flux 660 faz a diferença e transforma operações

A versatilidade da Flux 660 permite sua aplicação em contextos diversos, sempre entregando performance superior e operação confiável.

Tratamento de Esgoto Sanitário em Estações Municipais

Municípios enfrentam desafios crescentes no tratamento de esgoto: populações crescentes, padrões de qualidade cada vez mais rigorosos, orçamentos limitados. A Flux 660 oferece soluções tanto para novas estações quanto para upgrade de estações existentes.

Novas ETEs em sistemas MBBR: Para municípios construindo novas estações de tratamento, sistemas MBBR com Flux 660 oferecem vantagens sobre lodos ativados convencionais: menor área requerida (reatores mais compactos), menor geração de lodo excedente, operação mais simples (sem necessidade de controle rigoroso de reciclo de lodo), e maior robustez a variações de carga. Isso se traduz em menores custos de construção, operação e manutenção — críticos para municípios com orçamentos apertados.

Retrofit de ETEs existentes: Muitas ETEs de lodos ativados sofrem de sobrecarga — foram projetadas para uma população, mas agora atendem população maior. Ou padrões de lançamento tornaram-se mais rigorosos e a ETE não consegue mais atender. A solução convencional seria expandir a estação, construindo novos reatores — caro e demorado. Alternativa: converter reatores existentes em sistemas IFAS adicionando Flux 660. A biomassa adicional imobilizada no biofilme aumenta a capacidade de tratamento em 30-50% sem expansão física. Retrofit pode ser feito com estação em operação, minimizando interrupções.

Remoção de nitrogênio: Efluentes de esgoto contêm nitrogênio (principalmente como amônia resultante da degradação de proteínas e ureia). Padrões de lançamento frequentemente limitam nitrogênio amoniacal e/ou nitrogênio total. Sistemas MBBR com Flux 660 são especialmente eficazes para nitrificação (conversão de amônia em nitrato). Configurações de múltiplos estágios (zonas anóxicas seguidas de aeróbias) permitem também desnitrificação para remoção de nitrogênio total.

Efluentes Industriais - Diversos Setores

Indústrias geram efluentes com características muito variadas dependendo do processo produtivo. A Flux 660 demonstrou eficácia em múltiplos setores:

Indústria alimentícia (laticínios, frigoríficos, processamento de vegetais): Efluentes com elevada carga orgânica (DBO até 5.000-10.000 mg/L não é incomum), gorduras, proteínas. Sistemas MBBR com Flux 660 lidam eficientemente com essas cargas, reduzindo DBO a níveis aceitáveis para lançamento ou para tratamento secundário.

Indústria de bebidas (cervejarias, refrigerantes): Efluentes com açúcares, leveduras, variações de pH. A robustez do biofilme em Flux 660 lida com variações sem perda de eficiência.

Indústria química e farmacêutica: Efluentes potencialmente contendo compostos tóxicos ou recalcitrantes. A elevada concentração de biomassa em sistemas MBBR oferece maior capacidade de biodegradação. Configurações especiais (como reatores anaeróbios seguidos de aeróbios) podem ser otimizadas.

Indústria de papel e celulose: Efluentes com lignina, compostos fenólicos, cor. Tratamento biológico é essencial. MBBR com Flux 660 oferece eficiência e estabilidade.

Indústria têxtil: Efluentes coloridos, com corantes que precisam ser removidos. Sistemas combinados (físico-químicos + biológicos com Flux 660) são eficazes.

Para indústrias, vantagens específicas da Flux 660:

  • Ocupa menos espaço (plantas industriais já construídas têm área limitada)

  • Suporta variações de carga (produção industrial varia — turnos, paradas para manutenção)

  • Menor geração de lodo (custo de destinação de lodo é significativo)

  • Pode tratar efluentes concentrados que sobrecarregariam lodos ativados convencionais

Aquicultura - Sistemas de Recirculação (RAS)

Aquicultura intensiva em sistemas de recirculação (RAS - Recirculating Aquaculture Systems) requer purificação constante da água: peixes excretam amônia (tóxica), que precisa ser convertida em nitrato (menos tóxico) através de nitrificação. A Flux 660 é ideal para biofiltros nitrificantes em RAS:

Alta capacidade nitrificante: A elevada área específica e a capacidade de aderir biomassa nitrificante resulta em rápida e eficiente conversão de amônia. Crítico para sistemas com elevada densidade de peixes.

Estabilidade operacional: Peixes são sensíveis a picos de amônia. O biofilme robusto na Flux 660 mantém nitrificação estável mesmo com variações na carga (alimentação dos peixes, variações de temperatura).

Baixa geração de sólidos: Diferente de sistemas de lodos ativados, MBBR gera pouco lodo excedente — vantagem em RAS onde sólidos podem prejudicar peixes ou entupir sistemas.

RAS é um mercado crescente (aquicultura sustentável, produção próxima a centros de consumo), e a Flux 660 está posicionada como solução premium para esse setor.

Retrofit de Sistemas MBR (Membrane Bioreactor)

Sistemas MBR combinam tratamento biológico com separação por membranas, produzindo efluente de altíssima qualidade. No entanto, MBRs convencionais de lodos ativados enfrentam desafios: membranas sensíveis a entupimento (fouling), custos operacionais elevados, necessidade de limpezas frequentes.

Retrofit de MBRs adicionando Flux 660 (criando sistemas híbridos MBBR-MBR ou IFAS-MBR) oferece benefícios:

Redução de fouling de membranas: A biomassa imobilizada no biofilme reduz concentração de lodo em suspensão, diminuindo depósito sobre membranas.

Aumento de capacidade: Biomassa adicional no biofilme permite tratar cargas maiores com mesma área de membrana.

Maior estabilidade: Sistema torna-se mais robusto a variações.

Biofiltros Aerados Submersos (BAS)

Em configuração BAS, Flux 660 é empacotada em módulos fixos (não móveis). Efluente flui através do leito de mídias (fluxo ascendente ou descendente), e ar é injetado. Oferece:

Tratamento compacto de alta eficiência: BAS ocupam ainda menos espaço que MBBR.

Adequado para polimento: Frequentemente usado como tratamento terciário após tratamento secundário para remoção adicional de DBO, nitrificação avançada.

Nesta aplicação, a estrutura aberta da Flux 660 é crítica para evitar colmatação. Retrolavagens periódicas (inversão de fluxo + ar) limpam o leito, e a robustez do material garante que resista a milhares de ciclos.

5. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Dados técnicos completos para especificadores e engenheiros

As especificações técnicas detalhadas da Flux 660 demonstram o rigor de engenharia aplicado em seu desenvolvimento.

Eficiência de Tratamento Esperada

Remoção de Matéria Orgânica:

  • DBO: > 90% (efluente com < 20 mg/L tipicamente)

  • DQO: 70-85%

  • SST: > 80%

Nitrificação:

  • Conversão de N-NH₄⁺ a N-NO₃⁻: > 90%

  • Taxa específica de nitrificação: 0,3-0,8 g N-NH₄⁺/m².dia

Remoção de Fósforo:

  • Remoção por assimilação: 10-20%

  • (Remoção adicional requer processos químicos ou biológicos específicos)

Dimensionamento Típico

Para fins de dimensionamento preliminar (consultar Nexus para projeto específico):

Sistema MBBR para esgoto sanitário:

  • DBO afluente: 200-300 mg/L

  • Carga volumétrica: 2-4 kg DBO/m³.dia

  • Taxa de enchimento: 60% com Flux 660

  • Eficiência de remoção: > 90%

  • Volume de reator necessário: 0,25-0,5 m³ por m³/dia de esgoto

Sistema MBBR para nitrificação:

  • N-NH₄⁺ afluente: 30-50 mg/L

  • Carga de nitrogênio: 0,5-1,0 kg N/m³.dia

  • Taxa de enchimento: 50-60% com Flux 660

  • Eficiência de conversão: > 90%

  • Volume de reator necessário: 0,15-0,30 m³ por m³/dia de efluente

Nota importante: Dimensionamento real depende de múltiplos fatores (temperatura, características do efluente, padrões de lançamento exigidos). Recomendamos fortemente testes em escala piloto para projetos de grande porte.

Componentes Adicionais Disponíveis

A Nexus fornece componentes complementares para sistema completo:

Peneiras de retenção:

  • Material: Aço inoxidável AISI 304 ou 316L

  • Abertura de malha: 6-8 mm

  • Design para autolimpeza contínua

  • Dimensionamento conforme vazão e geometria do reator

Sistema de aeração:

  • Difusores de bolha média

  • Material: EPDM ou silicone

  • Distribuição otimizada no fundo do reator

  • Tubulação e válvulas em PVC ou PEAD

  • Sopradores de ar conforme demanda

Pontes raspadoras:

  • Material: Aço carbono com tratamento anticorrosivo ou aço inoxidável

  • Lâminas em polietileno ou borracha

  • Acionamento motorizado com inversor de frequência

  • Velocidade ajustável conforme carga de lodo

Requisitos de Instalação

Armazenamento antes da instalação:

  • Local coberto e protegido de intempéries

  • Afastado de fontes de calor

  • Embalagem original deve ser mantida

Instalação no reator:

  • Adição gradual para evitar sobrecarga estrutural

  • Pode ser feita com reator vazio ou cheio de água

  • Para sistemas aerados, iniciar aeração durante o enchimento para distribuição uniforme

  • Verificar funcionamento das peneiras de retenção antes de adicionar mídias

Inoculação e start-up:

  • Adicionar lodo ativado ou efluente tratado como fonte de microrganismos

  • Manter aeração e alimentação contínua

  • Período de aclimatação: 2-4 semanas para esgoto sanitário, 4-8 semanas para efluentes industriais complexos

  • Monitorar desenvolvimento do biofilme e parâmetros de qualidade

6. COMO A FLUX 660 FUNCIONA

A ciência do biofilme e o tratamento biológico

Compreender como funciona o tratamento biológico com a Flux 660 ajuda a valorizar a engenharia microbiológica por trás dessa tecnologia.

O Biofilme: Uma Cidade de Microrganismos

Quando falamos em biofilme, estamos falando de uma estrutura complexa e fascinante — uma verdadeira cidade microbiológica. Imagine uma comunidade onde bilhões de habitantes (microrganismos) vivem em "edifícios" construídos por eles mesmos (matriz polimérica), conectados por "ruas" (canais de água), com "infraestrutura" de transporte de nutrientes e "sistema de eliminação de resíduos".

A formação do biofilme

Quando mídias Flux 660 virgens são colocadas em um reator com efluente, microrganismos presentes no efluente começam a aderir à superfície. Não é adesão aleatória — bactérias têm mecanismos específicos (apêndices como pili e flagelos, produção de substâncias adesivas) para se fixarem a superfícies.

Nas primeiras horas, forma-se um "filme condicionante" — moléculas orgânicas do efluente adsorvem na superfície do PEAD, tornando-a mais atrativa para bactérias. Nas primeiras 24-48 horas, células individuais aderem. Depois, começam a se multiplicar e a produzir substâncias poliméricas extracelulares (EPS — exopolysaccharides) que formam a matriz do biofilme.

Em poucos dias, múltiplas espécies de bactérias colonizam. Estabelece-se uma estrutura de camadas: próximo à superfície da mídia, onde nutrientes são menos abundantes, crescem bactérias de crescimento lento. Nas camadas externas, expostas ao efluente, crescem bactérias de crescimento rápido. Entre as bactérias, vivem protozoários e outros microorganismos que se alimentam de bactérias, reciclando nutrientes e controlando populações bacterianas.

Gradientes dentro do biofilme

Biofilmes não são homogêneos — há gradientes de oxigênio, nutrientes, pH. Na superfície externa (interface com o líquido), oxigênio é abundante; bactérias aeróbias proliferam. À medida que penetramos no biofilme, oxigênio é consumido mais rápido do que difunde; camadas internas tornam-se anóxicas ou anaeróbias; crescem bactérias que não precisam de oxigênio ou que usam outros aceptores de elétrons (nitrato, sulfato).

Essa estrutura em camadas é vantajosa: num mesmo biofilme, processos aeróbios (remoção de DBO, nitrificação) e anóxicos (desnitrificação) podem ocorrer simultaneamente. Isso é impossível em sistemas de lodo ativado convencional onde todo o líquido tem mesma concentração de oxigênio.

O Ciclo de Vida do Biofilme na Flux 660

Crescimento e controle de espessura:

À medida que bactérias crescem, biofilme espessa. Em biofilmes muito espessos (> 5 mm), camadas mais internas começam a morrer por falta de nutrientes e acúmulo de produtos metabólicos tóxicos. Biofilme morto perde resistência mecânica.

Em sistemas MBBR, mídias em movimento colidem umas com outras e com bolhas de ar. Esse atrito causa desprendimento de camadas externas do biofilme — especialmente camadas que já estão envelhecidas ou mortas. Esse desprendimento é benéfico: remove biomassa inativa, mantendo biofilme jovem e ativo. Biomassa desprendida sai com efluente tratado ou sedimenta (em sistemas IFAS).

A Flux 660 foi projetada com geometria que promove esse controle natural de espessura: área protegida interna cresce biofilme robusto, mas movimento das mídias impede espessamento excessivo. É um equilíbrio auto-regulado.

Resposta a variações de carga:

Quando carga orgânica aumenta (mais DBO afluente), há mais substrato disponível para bactérias. Elas crescem mais rápido, biofilme espessa. Isso aumenta capacidade de tratamento — sistema responde à demanda. Quando carga diminui, crescimento diminui, biofilme afina gradualmente. Essa flexibilidade é vantagem de sistemas de biofilme.

Processos Biológicos em Detalhes

Remoção de matéria orgânica (respiração aeróbia):

Bactérias heterotróficas aeróbias (como Pseudomonas, Bacillus, Acinetobacter) utilizam compostos orgânicos (carboidratos, proteínas, lipídeos) como fonte de energia e carbono. Na presença de oxigênio, oxidam esses compostos:

Matéria Orgânica + O₂ → CO₂ + H₂O + Energia + Biomassa

Parte da energia é usada para crescimento (nova biomassa), parte como calor. Resultado: DBO diminui, oxigênio é consumido, CO₂ é produzido. Esse é o processo fundamental de qualquer tratamento biológico aeróbio.

No biofilme da Flux 660, oxigênio difunde do líquido para dentro do biofilme. Nas camadas externas (aeróbias), bactérias heterotróficas rapidamente degradam matéria orgânica. Eficiência é alta porque concentração de biomassa é muito maior que em lodos ativados.

Nitrificação (oxidação de amônia):

Efluentes contêm nitrogênio principalmente como amônia (NH₃/NH₄⁺ — equilíbrio depende do pH). Amônia em concentrações elevadas é tóxica para vida aquática. Padrões ambientais frequentemente limitam nitrogênio amoniacal.

Nitrificação é processo biológico de oxidação de amônia a nitrato, realizado por bactérias autotróficas especializadas em dois passos:

Passo 1 (bactérias do gênero Nitrosomonas):
NH₄⁺ + 1,5 O₂ → NO₂⁻ + 2H⁺ + H₂O + Energia

Passo 2 (bactérias do gênero Nitrobacter):
NO₂⁻ + 0,5 O₂ → NO₃⁻ + Energia

Resultado líquido:
NH₄⁺ + 2 O₂ → NO₃⁻ + 2H⁺ + H₂O

Bactérias nitrificantes são mais sensíveis que heterotróficas: crescem mais lentamente, são mais sensíveis a toxicidade, requerem pH adequado (7-8 ideal). Por isso, nitrificação frequentemente é o processo limitante em tratamento biológico.

Em sistemas de lodo ativado, manter concentração suficiente de bactérias nitrificantes é desafio. Em sistemas MBBR com Flux 660, bactérias nitrificantes colonizam biofilme e ficam retidas mesmo quando tempo de detenção hidráulica é curto. Isso permite nitrificação eficiente em reatores compactos.

Desnitrificação (redução de nitrato a N₂):

Embora nitrificação remova amônia, converte-a em nitrato. Se padrão de lançamento limita nitrogênio total, é necessário remover também nitrato. Isso é feito por desnitrificação.

Desnitrificação é processo anóxico (sem oxigênio, mas com nitrato) onde bactérias heterotróficas facultativas usam nitrato como aceptor de elétrons no lugar de oxigênio:

NO₃⁻ + Matéria Orgânica → N₂ + CO₂ + H₂O (simplificado)

Nitrogênio gasoso (N₂) escapa para atmosfera — remoção definitiva.

Para promover desnitrificação em sistemas com Flux 660, configura-se reatores em série: primeiro anóxico (sem aeração, mas com matéria orgânica e nitrato reciclado), depois aeróbio (com aeração para remoção de DBO remanescente e nitrificação). Ou configurações mais complexas com múltiplas zonas.

Bactérias desnitrificantes são comuns (muitas heterotróficas são facultativas — usam O₂ se disponível, senão usam NO₃⁻). No biofilme espesso da Flux 660, camadas internas naturalmente tornam-se anóxicas mesmo em reatores aerados, permitindo alguma desnitrificação simultânea.

Dinâmica de Oxigênio e Transporte de Massa

Transferência de oxigênio:

Microrganismos no biofilme precisam de oxigênio (em processos aeróbios). Oxigênio deve ser transferido do ar (bolhas) para o líquido, e do líquido para dentro do biofilme. Cada etapa tem resistências:

  1. Transferência ar → líquido: Eficiência depende do sistema de aeração. Difusores de bolha média (usados com Flux 660) têm boa eficiência.

  2. Transporte no líquido: Mistura promovida por aeração distribui oxigênio.

  3. Difusão líquido → biofilme: Oxigênio difunde através do biofilme. Taxa de difusão é limitada — em biofilmes muito espessos, camadas internas ficam sem oxigênio.

Dimensionamento adequado da aeração é crítico: pouco ar → oxigênio insuficiente → baixa eficiência ou condições anaeróbias indesejadas. Ar em excesso → desperdício de energia → custo operacional elevado.

Limitação por difusão vs. limitação por reação:

Em biofilmes finos (início de operação), reação biológica é mais lenta que difusão — bactérias não consomem oxigênio tão rápido quanto ele pode difundir. Sistema é limitado por reação biológica (quantidade de bactérias).

Em biofilmes espessos (operação madura), difusão é mais lenta que reação — bactérias nas camadas externas consomem oxigênio mais rápido do que ele pode difundir para camadas internas. Sistema é limitado por difusão. Neste caso, aumentar espessura do biofilme não aumenta eficiência (camadas adicionais não recebem oxigênio).

Geometria da Flux 660 busca otimizar: área específica muito elevada significa que mesmo biofilmes relativamente finos já oferecem grande quantidade de biomassa ativa. Estrutura aberta facilita penetração de líquido e oxigênio.

Controle Operacional para Máxima Eficiência

Monitoramento de Oxigênio Dissolvido (OD):

Manter OD > 2 mg/L no reator garante que processos aeróbios ocorram eficientemente. Sensores de OD online com controle automático da vazão de ar otimizam operação.

Controle de pH:

Nitrificação produz acidez (íons H⁺). Se efluente não tem alcalinidade suficiente, pH pode cair, inibindo nitrificantes. Adição de alcalinizante (bicarbonato de sódio, cal) pode ser necessária.

Controle de carga:

Operar com carga volumétrica adequada (dentro das faixas recomendadas) garante que biofilme não fique sobrecarregado (o que resultaria em efluente fora do padrão) nem sub-utilizado (desperdício de capacidade).

Descarte de lodo excedente:

Mesmo em MBBR, alguma biomassa em suspensão cresce (bactérias que não aderem, biomassa que se desprende do biofilme). Em IFAS, há lodo ativado em suspensão. Descarte periódico de lodo excedente mantém sistema em equilíbrio.

7. SUPORTE TÉCNICO E PARCERIAS

Muito mais que vender biomídias — parceria para sucesso

A Nexus entende que fornecer Flux 660 não é apenas entregar produto — é estabelecer parceria de longo prazo para garantir que a solução funcione com excelência.

O que oferecemos além do produto

Suporte em projeto e dimensionamento:

Embora não fornecemos garantia de performance (devido às inúmeras variáveis que influenciam tratamento biológico), oferecemos suporte técnico robusto:

  • Indicação de bibliografias nacionais e internacionais sobre dimensionamento de sistemas MBBR/IFAS

  • Acesso a softwares de modelagem (quando disponíveis)

  • Compartilhamento de nossa experiência com projetos e operação de sistemas com Flux 660

  • Discussão de cases similares ao projeto em questão

  • Revisão de memoriais de cálculo (mediante contrato específico)

Para projetos de grande porte, recomendamos fortemente testes em escala laboratorial ou piloto com água/efluente real. Podemos auxiliar no planejamento desses testes e na interpretação de resultados.

Testes piloto

Para clientes que desejam validar performance antes de investimento em escala real, podemos fornecer:

  • Kits piloto de Flux 660 para testes

  • Orientação sobre montagem e operação de unidades piloto

  • Protocolos de teste e monitoramento

  • Análise de dados e extrapolação para escala real

Testes piloto são especialmente recomendados para efluentes industriais complexos ou quando se busca eficiências de remoção muito elevadas.

Treinamento de equipes

Oferecemos treinamentos customizados para equipes de operação e engenharia:

  • Fundamentos de tratamento biológico por biofilme

  • Operação e manutenção de sistemas MBBR/IFAS

  • Troubleshooting de problemas operacionais comuns

  • Otimização de performance

  • Segurança operacional

Treinamentos podem ser realizados na sede do cliente ou em instalações de referência.

Fornecimento de componentes complementares

Além da Flux 660, fornecemos componentes essenciais fabricados em aço inoxidável AISI 304 ou 316L:

Peneiras de retenção: Cada projeto é analisado individualmente para definir geometria, tipo de malha, sistema de limpeza adequado. Peneiras são fabricadas sob medida conforme geometria do reator e vazões específicas.

Sistemas de aeração: Fornecemos difusores, tubulação de distribuição, válvulas, sistemas de fixação. Dimensionamento considera demanda de oxigênio, geometria do reator, eficiência energética.

Pontes raspadoras: Para sistemas IFAS que incluem decantadores, fabricamos pontes raspadoras robustas e confiáveis.

Fornecimento integrado garante compatibilidade entre componentes e responsabilidade única — cliente não precisa coordenar múltiplos fornecedores.

Assistência técnica pós-venda

Após instalação e start-up:

  • Suporte técnico por telefone/email/WhatsApp

  • Visitas técnicas para avaliação de performance (mediante contrato)

  • Análise de dados operacionais e recomendações de otimização

  • Suporte para troubleshooting quando problemas ocorrem

  • Fornecimento de peças de reposição (peneiras, difusores, etc.)

Parcerias com Instituições e Centros de Pesquisa

A Nexus mantém relacionamento próximo com universidades e centros de pesquisa em engenharia sanitária e ambiental. Colaboramos em:

  • Projetos de pesquisa sobre otimização de processos MBBR

  • Testes de biodegradabilidade de compostos específicos

  • Estudos de microbiologia de biofilmes

  • Desenvolvimento de protocolos de teste

Essa conexão com academia mantém a Nexus atualizada sobre últimos avanços científicos e garante que Flux 660 beneficie-se de conhecimento de ponta.

Rede de Referências

Clientes que já utilizam Flux 660 são nossos melhores embaixadores. Com autorização, conectamos potenciais clientes com usuários atuais para:

  • Visitas técnicas a instalações em operação

  • Conversas sobre experiências práticas

  • Troca de conhecimento operacional

Ver sistemas reais funcionando é extremamente valioso para tomadores de decisão.

8. GARANTIA E COMPROMISSO

Qualidade que assumimos integralmente

A Nexus oferece uma das garantias mais robustas do mercado de biomídias, reflexo de nossa confiança na qualidade da Flux 660.

Garantia de 10 Anos Contra Fratura

Garantimos a durabilidade da Flux 660 contra fratura por um período de 10 anos. O que isso cobre:

Coberto pela garantia:

  • Fraturas devido a defeitos de material (PEAD fora de especificação)

  • Fraturas devido a defeitos de fabricação (espessuras insuficientes, processo inadequado)

  • Fraturas prematuras em condições operacionais normais

Não coberto (exclusões):

  • Danos por uso inadequado (exposição a produtos químicos fora da faixa de resistência do PEAD, temperaturas excessivas > 80°C)

  • Danos mecânicos por manuseio inadequado (esmagamento durante transporte, armazenamento inadequado)

  • Desgaste normal após 10 anos

  • Modificações não autorizadas nas mídias

Acionamento da garantia

Se ocorrerem fraturas em taxa anormal (> 2% ao ano) dentro do período de garantia:

  1. Cliente documenta problema (fotos, descrição das condições operacionais)

  2. Nexus analisa caso (remotamente ou com visita técnica)

  3. Se confirmado defeito coberto, fornecemos mídias de reposição sem custo

  4. Em casos extremos (lote inteiro defeituoso — evento nunca ocorrido), substituímos totalidade

Vida Útil Média de 20 Anos

Embora garantia seja 10 anos, vida útil média esperada é 20 anos. Isso significa que, em condições operacionais adequadas, as mídias manterão performance satisfatória por duas décadas.

Fatores que prolongam vida útil:

  • Controle adequado de condições de mistura (evitar aeração excessiva que cause atrito extremo)

  • Operação dentro das faixas de pH, temperatura e composição química recomendadas

  • Manutenção adequada de peneiras (evitar escape de mídias e necessidade de manuseio adicional)

  • Armazenamento adequado de mídias de reposição

Controle de Qualidade Rigoroso

A confiança para oferecer garantia de 10 anos vem de controle de qualidade rigoroso:

Na matéria-prima:

  • PEAD virgem de fornecedores certificados

  • Certificados de qualidade de cada lote

  • Testes de propriedades físicas e químicas em laboratório

No processo de fabricação:

  • Monitoramento contínuo de parâmetros de extrusão (temperatura, pressão, velocidade)

  • Inspeção dimensional de amostras (diâmetro, profundidade, espessura de parede)

  • Inspeção visual 100% (automated ou manual conforme volume)

No produto final:

  • Testes de propriedades mecânicas em amostras de cada lote

  • Testes de flutuabilidade (densidade)

  • Avaliação visual de cor e acabamento

Apenas lotes que passam em todos os testes são liberados para venda.

Rastreabilidade

Cada lote de Flux 660 recebe identificação que permite rastrear:

  • Data de fabricação

  • Lote de matéria-prima utilizada

  • Parâmetros de processo

  • Resultados de testes de controle de qualidade

Se problema ocorrer, podemos rapidamente identificar se é isolado ou afeta múltiplos lotes.

Compromisso com Melhoria Contínua

A Nexus não considera Flux 660 um produto "pronto". Continuamos investindo em:

  • Pesquisa para otimização de geometria e materiais

  • Testes com novos tipos de efluentes e condições operacionais

  • Desenvolvimento de mídias especializadas para aplicações específicas

  • Redução de custos de fabricação sem comprometer qualidade

Clientes beneficiam-se dessa evolução contínua — melhorias são incorporadas em lotes futuros, e quando significativas, são retroativamente oferecidas (mediante condições) a clientes existentes.

Responsabilidade Ambiental

Embora Flux 660 tenha vida útil muito longa, eventualmente chega ao fim de vida. Nosso compromisso:

  • Mídias em PEAD são 100% recicláveis

  • Podemos receber mídias usadas para reciclagem adequada

  • Processo de reciclagem gera menor impacto ambiental que descarte

  • PEAD reciclado tem valor — não é desperdício

Estamos desenvolvendo programa de logística reversa para facilitar devolução de mídias ao fim de vida.

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